Treinar é desenvolver pessoas: a importância dos multiplicadores internos nas organizações que aprendem.

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Há alguns anos a preocupação com a transmissão do conhecimento deixou de ser exclusiva das escolas e universidades. Dentro das organizações, o conceito tem sido cada vez mais difundido seja através de programas de capacitação formal, seja através da criação de um clima organizacional que estimule um ambiente de constante aprendizado.
Mesmo nos dicionários modernos ainda não há referência à palavra “multiplicador” no sentido de “multiplicador do conhecimento”. No entanto “o que multiplica” enquanto definição norteia o que se espera de líderes e de todos os profissionais em todos os níveis da organização.
Segundo Peter Senge “a verdadeira aprendizagem está intimamente relacionada com o que significa ser humano”, ou seja, aprender é algo intrínseco a natureza humana. O desafio está em tornar o “ensinar” também um hábito.
Caminhando nessa direção, muitas organizações têm investido na capacitação de multiplicadores internos, sejam eles empregados ou contratados que atuam exclusivamente nesse papel, cujo propósito é o de propagar o conhecimento.
O mais comum nas organizações são os Multiplicadores Internos que atuam de forma voluntária e part time, ou seja, parte de sua atribuição está em multiplicar conhecimento. Eles exercem funções diversas como analistas de produto, engenheiros, gerentes, dentre outras e precisam, por vezes, “entrar em sala” para ensinar aquilo ou parte daquilo que fazem ou são especialistas.
O desafio aqui está em adequar a linguagem, quase sempre técnica, ao público, conectar a informação ao nível de maturidade da audiência e, muitas vezes, encontrar tempo para cumprir com essa obrigação de forma planejada.
Se por um lado, temos especialistas em educação e treinamento, aos quais falta conhecimento técnico de áreas e processos organizacionais, por outro lado temos especialistas no negócio, cujo desafio está relacionado ao método de ensino- aprendizagem. E é a parceria entre estes dois lados que cresce a cada dia, transformando as organizações em “empresas que aprendem”.

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É preciso treinar os treinadores para o exercício pleno dessa atividade que permite o desenvolvimento não só das pessoas e da organização, mas também do próprio Multiplicador que tem seu conhecimento desafiado.
O processo de treinar pessoas permite o desenvolvimento constante daqueles que multiplicam o conhecimento. O pressuposto para a coerência nesse processo é permitir-se aprender para ensinar e como dizia Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
Reforçar a importância desse papel é crucial para que toda a engrenagem se movimente, afinal mais do que ensinar, ajudar a aprender é desenvolver a organização, expandir a capacidade de criar resultados, estimular padrões de comportamento novos e abrangentes, permitir o exercício do “aprender junto”.
São as pessoas que formam a empresa e, assim, cada colaborador é um representante da cultura e dos valores da organização. A melhor forma de aprender é ensinando, compartilhando e praticando. No entanto, para que este “multiplicar de conhecimento” de fato, gere resultados ao negocio, as pessoas precisam ser preparadas para atuarem em sala de aula, conhecer o tema e ser um especialista não garante que é um bom disseminador desse conhecimento, dessas informações.
É preciso dar a esses Multiplicadores técnicas e métodos didáticos, é preciso prepará-los para ensinar adultos, é preciso forma-los nos princípios da andragogia e dessa forma transmitir seus conhecimentos de forma a garantir a transferência de aprendizagem a todos os aprendizes. Dessa forma, a empresa beneficia-se do processo de aprendizagem de forma transformadora e engajadora.
Madalena Paim

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